segunda-feira, 2 de novembro de 2009
VIVER EM SANTIDADE
Quero dizer que há uma faceta da santidade muito necessária, mas que é apenas a metade do caminho para um viver santo, evangélico, bíblico. Nós somos, sem nenhuma sombra de dúvida, convidados, exortados, instados, a viver em santidade e justiça todos os dias da nossa vida e, assim, servir ao Senhor. Somos conclamados a operar a nossa salvação com tremor e temor. O apóstolo Paulo nos desafia com a paixão que o Espírito Santo lhe pôs no coração a apresentar os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que é o nosso culto racional e a não nos conformarmos com este mundo, mas a nos transformarmos pela renovação do nosso entendimento. Mas nunca somos entregues à nossa sorte para procurarmos viver, às expensas de nós mesmos, a exigente vida de santidade. Quem tentou e não caiu em completa frustração? Quem se entregou inteiramente a Deus, em sacrifício vivo, no altar da consagração e esperou pacientemente ali, até que caísse fogo santo sobre ele, vindo do céu e, uma vez consumido o sacrifício no altar, não se levantou do altar morto para o mundo, morto para a carne, morto para o diabo, para viver em novidade de vida, na virtude da vida ressurecta do Senhor Jesus, à semelhança do Senhor que vivia não para Si mesmo, mas para o Pai, não para fazer a Sua vontade, mas a do Pai?
A vida santa requer de ti, meu irmão, que entronizes a Cristo como Senhor no teu coração. É Ele que faz, ou melhor, que fez as despesas para que vivas uma vida de santidade. Sua obra na Cruz do Calvário garante para todos os que crerem, não só o perdão, como também a santificação. O preço que Ele pagou inclui não só o resgate das treevas, mas a instalção no reino da luz. A vida santa requer que separes de todo o uso profano, mundano, o teu ser total e o consagres inteiramente ao teu Deus. Tens que, com a tua própria boca, declarar ao diabo que já não és mais propriedade dele e de o demonstrar com a tua auto-entrega a Deus, no altar. O Senhor ensinou: "Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça..." Deitai fora os deuses estranhos, os ídolos de ouro, de prata, de barro, de pau, de metal, de carne e osso, quaisquer que sejam seus formatos, símbolos do domínio demoníaco, e purificai-vos. Isto qualquer um pode fazer, se o quizer fazer. Deus te requererá sempre o fazeres aquilo que está ao teu alcance. Mas aquilo que não podes fazer, tens de deixar com Ele o fazê-lo. E o que não podes fazer é, a despeito de toda a azáfama em tentativa de ser obediente e tirar o "lixo" da casa do teu coração, do teu "templo", santificar a casa e torná-la apta para receber o Espírito de Santidade, que deseja dele fazer o Seu templo, a Sua morada. É Ele mesmo que vem com fogo purificador, incendeia todos os cantos e santifica a casa. Apossa-se de tudo o que és e consagraste, "espírito e alma e corpo", destrona o usurpador e este não terá mais domínio sobre a tua vontade, sobre as tuas emoções, sobre a tua mente, uma vez que o velho homem, no qual ele morava e sobre o qual exercia domínio quanto bastava para não servires a Deus em santidade e justiça, agora está morto. E, renascido para a vida e revestido do novo homem, vive na virtude de Cristo.
Meus irmão, separa-te de todo o pecado, de tudo o que em ti queira ao reino de Cristo se opor, entrega-te em consagração total (espírito, alma e corpo) ao Senhor, aguarda em oração no altar e o Espírito Santo virá inaugurar em mais uma criatura de Deus, a vida gloriosa de Cristo. Viverás à imitação de Cristo, porque fiel é Aquele que prometeu, o Qual o fará.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
DESABAFO
Algumas pessoas, irreflectidamente ou "malpensadamente" afirmam à boca cheia que Deus não existe. Pretendem, com isto, dizer que sabem tudo quanto existe. Não levam em conta o testemunho daqueles que fazem a afirmação oposta. Desmentem, sem pudor, o que milhares e milhões já afirmaram, ao longo de milénios, outros tantos afirmam, neste presente momento e outros tantos ainda afirmarão, no futuro sem fim.
Tenho de confessar que, quando oiço tais proclamações da boca de seres humanos como eu, em essência, e maiores do que eu, em conhecimento e saber, sinto um desagradável nó do estômago à garganta. Não por medo de que Deus, de facto, não exista, mas, pela imagem que estas pessoas, em verdade, dão de si.
Salvo todo o devido respeito por muitas delas, que não é pequeno, nem pouco, a imagem é, defacto, pequena e confrangedora. Porque, se eu, mera criatura humana, me elevo, ostensivamente, acima de uma nação inteira (1 Pedro 2:9) e dos céus infinitos (Salmo 19:1), para desmentir aquilo que afirmam categoricamente, torno-me confrangedoramente digno de dó. Assim penso, na minha modesta compreensão. Porque, em pouco tempo, estarei fora de prazo, caducarei, e nas mãos de quem cairei?...
A Bíblia conta a história de um povo, disperso por tribos, que foi liberto da condição de escravo numa terra estranha, unido e tornado uma nação, organizada, dotada de leis modernas para o tempo, conduzida às fronteiras do território que lhe estava reservado para sua pátria. Quando mais precisavam da liderança do homem que tanto bem lhes tinha feito, esse, que se tinha agigantado aos olhos deles, simplesmente sumiu. Faltou-lhes. Morreu...
Mas Alguém, que era o principal responsável por todos esses benefícios, continuava vivo, são e no comando. Então, falou, transferindo a responsabilidade a outro, tão capaz de continuar a obra. Diz a Bíblia: "E sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que o Senhor falou a Josué, filho de Num, servo de Moisés, dizendo: Moisés, meu servo, é morto. Levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel." Por outras palavras, "Moisés é morto, mas «EU SOU», estou vivo, podeis contar comigo".
Os líderes das nações vêm e vão, por isso se multiplicam. Mas Deus continua o mesmo, ontem, hoje e eternamente. Escritores, políticos, diplomatas, militares, gurus, filósofos, benfeitores, malfeitores, todos cairão nas mãos de Deus. Podem fazer jornadas longas de oitenta, noventa, cem anos, fazer, escrever e dizer livremente, mas o seu fim será o mesmo, porque "não há criatura alguma encoberta diante dEle; antes, todas as coisas estão nuas e patentes, aos olhos dAquele com quem temos de tratar."
Pois bem, não haja Deus, para que alguns se safem! Mas se houver Deus, todavia, será triste a situação daqueles que cairem "nas mãos do Deus vivo", que "é um fogo consumidor."
Por outro lado, também poderão preparar-se para esse dia, mudando de orientação e aprendendo a esperar "inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo"... Neste caso, a sua bem-aventurança será desmedida!
domingo, 23 de agosto de 2009
D. A MENSAGEM NO NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento dá amplo testemunho da possibilidade de uma vida santa neste mundo, pelo que uma interpretação adequada há de começar com a compreensão do que é a santificação ou das classes de santificação a que se refere. O presente é um tratado um pouco breve que visa apenas colocar em perspectiva as questões, em vez de lutar em profundidade com tão importante tema de estudo.
1. Santificação Imputável (ou “posicional”)
A santificação imputável refere-se tanto a pessoas como a objectos ou coisas. A última ilustra-se com o texto seguinte “… a oferta, ou o altar que santifica a oferta…” (Mateus 23:19). A santificação, neste sentido, indica que as ofertas colocadas sobre o altar sagrado já não pertencem àquele que as apresenta, mas a Deus. É santificação por associação, uma justiça “imputada”. Este tipo de santificação pode ser o resultado de um simples contacto físico ou da proximidade.
O mesmo conceito se aplica às pessoas. Neste sentido, no Antigo Testamento, Aarão e seus filhos foram “santificados” para a obra do sacerdócio. Na actualidade, quando um leigo recebe as ordens de presbítero ou ministro do evangelho, recebe uma santidade imputada que antes não possuía. Dedica-se a uma vocação sagrada. Separa-se dos demais e entrega-se ao serviço exclusivo e total do Senhor. Devido a esta separação do secular e sua total dedicação ao serviço de Deus, em certo sentido, torna-se um homem santo profissionalmente. Talvez no intrínseco não seja mais santo do que antes e o seu carácter não se altere. Não se lhe confere nenhuma diferença moral por uma justiça “imputada”. Talvez neste sentido de entrega total a certa tarefa Jesus Cristo disse: “E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.” E pelo menos neste sentido, o Senhor pediu em oração que os Seus discípulos fossem santificados na verdade (João 17:17-19; 10:36).
2. Santificação Inicial
Aqueles que estão em desacordo com o ponto de vista wesleyano da vida de santidade e sua possibilidade diferem particularmente no que se relaciona com a inteira santificação. A maioria dos eruditos bíblicos concorda que a santificação é ensinada no Novo Testamento como um privilégio ao alcance de cada crente, mas nem todos atribuem o mesmo significado ao termo. Quando o Apóstolo Paulo escreveu às igrejas de Roma e de Corinto, referiu-se a todos como a “santificados em Cristo Jesus, chamados santos” (1 Coríntios 1:2; Romanos 1:7). Esta é a que pode ser chamada santificação inicial, em que se reconhece que a separação do mundo e a entrega a Deus são requisitos prévios da conversão ao cristianismo.
Ao escrever sobre a conversão, Wiley refere-se à santidade “inicial”:
A corrupão acompanha os actos pecaminosos, e o mesmo faz a
culpa, que é a consciência do nosso próprio pecado. Portanto, deve
haver uma limpeza inicial concomitante com a primeira obra da graça,
se esta culpa e a depravação adquirida hão de ser removidas do
pecador.
3. Santificação progressiva
De outro ponto de vista, diz-se que a santificação no Novo Testamento é progressiva. Esta posição harmoniza com a justiça “comunicada”, a qual começa na conversão e continua toda a vida do cristão. Todos os cristãos são santificados no sentido de que se convertem em “participantes da natureza divina” (2 Pedro 1:4). Sua natureza está se “renovando” pelo Espírito Santo; é “regenerado” ou “nasce de novo”. Este é o uso que os escritores e oradores da tradição reformada aplicam normalmente ao termo santificação. É o lado positivo da justificação; refere-se à obra do Espírito Santo que efectua no crente a renovação positiva de sua natureza na semelhança da natureza de Deus. A anterior é referida, por exemplo, em versículos como os seguintes: Actos 20:32; 26:18; 1 Coríntios 6:11; Efésios 5:26; e Hebreus 10:14; 13:12.
domingo, 2 de agosto de 2009
DO ANTIGO PACTO AO NOVO
O Espírito de Deus no Antigo Testamento não só inspirou os discursos sagrados, como no caso dos profetas, mas também aos dirigentes nacionais em épocas de crise. Descreve-se o Espírito de Deus como dador de vida à terra e ao seu povo (Isaías 44:3-4; Ezequiel 36:25-27). A promessa de melhores tempos regista-se em Joel, Ezequiel e em muitos outros livros. Neste caso, o distintivo do novo pacto, em contraste com o antigo, é a maior liberalidade com que Deus derrama Seu Espírito sobre o povo: homens e mulheres, servos e servas, escravos e livres (Joel 2:29). O novo pacto é mais democrático, inclui mais gente, acerca-se mais do objectivo da redenção bíblica, ou seja, Deus e o homem unidos na expiação. Até ao século VI A.C., século de crises transcendentais, ganhou proeminência a doutrina do Espírito de Deus.
Durante o período intertestamentário fez-se maior finca-pé acerca da transcendência de Deus e não tanto sobre a Sua imanência. Como resultado disso, realçou-se a revelação por meio de anjos e não tanto por meio do Espírito. De facto, cria-se que devido aos pecados do povo, a presença pessoal de Deus, a Shekina, havia sido levada do templo, da cidade e do povo (Ezequiel 10:4, 18; 11:23) ao “sétimo céu” onde permaneceria até aos dias do Messias.
A literatura da comunidade de Qumrán vizinha do Mar Morto constitui uma excepção interessante à negligência sobre a doutrina do Espírito. Particularmente nos seus hinos e no seu Manual de disciplina, o Espírito Santo é mencionado como purificador da mente e do coração. Não obstante, neste tipo de purificação não se faz distinção entre o ritual e o moral. O interessante, contudo, consiste em que a limpeza relaciona-se com o ministério do Espírito com tanta proeminência como no Antigo e no Novo Testamentos. Nos hinos da comunidade de Qumrán o finca-pé em o Espírito indica que os escritores eram, em certo sentido, místicos que acentuavam o contacto imediato entre Deus e o crente.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
A Santidade Cristã
A convicção de que Deus é santo tem como seu corolário a persuasão de que o povo de Deus deve ser como Ele em santidade. Posto que a separação é um dos ingredientes principais da doutrina de santidade na Bíblia, Deus chama o homem à separação. De que se deviam separar os israelitas? De outras nações, particularmente daquelas que os poderiam arrastar para o mal. Deviam conservar-se livres do pecado. Deviam separar-se unicamente para Deus, ser um povo peculiar, uma nação santa (Deuteronómio 7:1-10). Contudo, não se deviam separar só pelo acto de se separarem. A separação era somente o caminho para um fim: ser justos, ser como Deus. A separação não implicava ser peculiar no sentido de excentricidade. Em vez disso significava que, a fim de serem fiéis a Deus, deviam ser distintos, diferentes. A santidade não se pode conceber sem a separação. Esta classe de separação era dupla: do comum ou imundo e separados para Deus, para o serviço exclusivo dEle. Assim, os israelitas foram designados como povo único: um reino de sacerdotes, uma nação santa (Êxodo 19:6; Deuteronómio 7:6; 1 Pedro 2:9).
3. Perfeição em Justiça
Que significa ser “perfeito”? O termo não se pode passar por alto facilmente, pois, tanto no Antigo como no Novo Testamentos, usa-se com muita frequência. É muito importante para comunicar esta verdade, reconhecer que o conceito bíblico de “perfeito” não é equivalente ao que lhe é atribuído popularmente, ou seja, completo, sem falta alguma. Mas tão pouco se há de rebaixar para incluir desvios da norma ou do ideal. Significa, em vez disso, uma perfeição relativa, como a que foi reconhecida a Noé, Abraão e Job.
Como analogia, temos de nos lembrar que certos indivíduos na história foram chamados de “O Grande”, como Alexandre, o Grande, Herodes, o Grande e Pedro, o Grande, da Rússia. Tal distinção de “grande” não só lhes é atribuída para os distinguir de outras pessoas com o mesmo nome, como também para indicar que foram maiores que outros. De modo semelhante, certas personagens do Antigo Testamento mereceram o título de “perfeitos” ou “justos”. Sua perfeição era relativa. Eram “perfeitos” em comparação com seus contemporâneos. Destacaram por sua piedade, integridade e justiça. Foram, em certo sentido, como Deus, em relação à bondade. Assim, são homenageados com tal distinção Enoque, Noé, Abraão, Moisés, David e Job.
Ser perfeito queria dizer especificamente ser sem mancha (Deuteronómio 18:13); não sem falta, mas sem mancha. Portanto, a maioria das versões novas da Bíblia evitam o uso do termo “perfeito” ao aplicá-lo a pessoas e, em lugar dele, usam “sem mácula” (p. ex. Génesis 17:1, Versão Popular). A palavra original que se usa é a mesma que se aplica aos animais que eram adequados para serem apresentados a Deus (Êxodo 12:5), “sem defeito”. Estes animais não deviam estar mutilados ou estropiados; deviam estar fisicamente perfeitos, completos, sãos. De igual modo, a pessoa perfeita, no sentido do termo do Antigo Testamento, devia ser inquebrantavelmente fiel a Deus, estar totalmente entregue a Ele. Devia distinguir-se por sua justiça.
Qualquer leigo pode distinguir bem entre um cristão nominal, casual e um discípulo consagrado e fiel. Como em certa ocasião o expressara um guia muçulmano: “Há muçulmanos e, também, verdadeiros muçulmanos.” O mesmo se pode aplicar aos cristãos. Halford Luccock disse em certa ocasião: “Quando um crente demonstra que na realidade é cristão, todo o mundo se admira.” Nenhum dos hebreus antigos foi perfeito no sentido de que não tivesse tido faltas. Muitos, porém, o foram no sentido da integridade e fidelidade: uma perfeição em amor, do coração. Entre os melhores exemplos de tais homens que foram tanto grandes como bons estão José, Samuel e Daniel, dos quais não se regista na Bíblia nenhum acto pecaminoso ou atitude de pecado.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
The Light of the World
… …Therefore the Lord … … left Judea, and departed again into Galilee. And he must needs go through Samaria. Then cometh he to a city of Samaria, which is called Sychar, near to the parcel of ground that Jacob gave to his son Joseph. Now Jacob´s ell was there. Jesus therefore, being wearied with his journey, sat thus on the well: and it was about the sixth hour. There cometh a woman of Samaria to draw water: Jesus saith unto her, Give me to drink. (For his disciples were gone away unto the city to buy meat.)
Then saith the woman of Samaria unto him, How is it that thou, being a Jew, askest drink of me, which am a woman of Samaria? For the Jews have no dealings with the Samaritans. Jesus answered and said unto her, If thou knewest the gift of God, and who it is that said to thee, Give me to drink; thou wouldest have asked of him, and he would have given thee living water. The woman said unto him, Sir, thou hast nothing to draw with, and the well is deep: from whence then hast thou that living water? Art thou greater than our father Jacob, which gave us the well, and drank thereof himself, and his children, and his cattle? Jesus answered and said unto her, Whosoever drinketh of this water shall thirst again: But whosoever drinketh of the water that I shall give him shall never thirst; but the water that I shall give him shall be in him a well of water springing up into everlasting life. The woman saith unto him, Sir, give me this water, that I thirst not, neither come hither to draw.
Jesus saith unto her, Go, call thy husband, and come hither. The woman answered and said, I have no husband. Jesus said unto her, Thou hast well said, I have no husband: For thou hast had five husbands; and he whom thou now hast is not thy husband: in that sadist thou truly. The woman said unto him, Sir, I perceive that thou art a prophet. Our fathers worshiped in this mountain; and ye say, that in Jerusalem is the place where men ought to worship. Jesus said unto her, Woman, believe me, the hour cometh, when ye shall neither in this mountain, nor yet at Jerusalem, worship the Father. Ye worship ye know not what: we know what we worship: for salvation is of the Jews. But the hour cometh, and now is, when the true worshippers shall worship the Father in spirit and in truth: for the Father seeketh such to worship him. God is a Spirit: and they that worship him must worship him in spirit and in truth. The woman saith unto him, I know that Messias cometh, which is called Christ: when he is come, he will tell us all things. Jesus saith unto her, I that speak unto thee am he. And upon this came his disciples, and marveled that he talked with the woman: yet no man said, What sleekest thou? Or, Why talkest thou with her?
The woman then left her waterpot, and went her way into the city, and saith to the men, Come, see a man, which told me all things that ever I did: is not this the Christ? Then they went out of the city, and came unto him. In the mean while his disciples prayed him, saying, Master, eat. But he said unto them, I have meat to eat that ye know not of.
Therefore said the disciples one to another, Hath any man brought him ought to eat? Jesus saith unto them, My meat is to do the will of him that sent me, and to finish his work. Say not ye, There are yet four months, and then cometh harvest? Behold, I say unto you, Lift up your eyes, and look on the fields; for they are white already to harvest. And he that reapeth may rejoice together. And herein is that saying true, One soweth, and another reapeth.
I sent you to reap that whereon we bestowed no labour: other men labored, and ye are entered into their labours. And many of the Samaritans of that city believed on him for the saying of the woman, which testified, He told me all that ever I did. So when the Samaritans were come unto him, they besought him that he would tarry with them: and he abode there two days. And many more believed because of his own word; And said unto the woman, Now we believe, not because of thy saying: for we have heard him ourselves, and know that this is indeed the Christ, the Saviour of the world. Now after two days he departed thence, and went into Galilee.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
domingo, 22 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
Hoje, mais uma página importante da minha história virou. Quando caminhamos para o décimo aniversário da partida do meu pai inolvidável, parte também a minha saudosa tia Melânia Silva Lima, Maninha para muitos amigos. A última sobrevivente da geração directa dos meus inesquecíveis avós João Tobo e Djodja de Maninha… Sinto como se fosse uma grande falta minha o não estar entre a nossa gente para deixar o meu coração palpitar, juntamente com os meus queridos primos, ao ritmo do pranto que, sei, muitos irão levantar, nesta hora de separação. Falta, aliás, cometida também na partida dos outros tios.
A terra ficou depauperada! Eu também fiquei mais pobre. Quando voltar à minha querida terra, ela lá não vai estar para me receber com a emoção doutrora, na visita que lhe fazia com alegria e felicidade.
A Vila agora cosmopolita perde referências de um passado que deixa uma nostalgia imensa, o grande passado de uma convivência sã, modesta e extraordinariamente feliz.
Mulher singela, corajosa, era dotada de um coração grande que cabia a todos. Isto é tão evidente no facto de que o seu nome mais generalizado era “Mãezinha”. Mãezinha de filhos, mãezinha de sobrinhos, mãezinha de vizinhos, mãezinha de amigos, mãezinha de estranhos; no seu lar era Mãezinha de todos... Por isto deixa filhos e netos de seu sangue, como de alheio, mas tão afectuosos quanto os consanguíneos.
No seu coração fervilhava um amor precioso. O amor de Jesus... Em boa hora, ela apreendeu o sentido desse amor e passou a comungar da fé que haveria de mudar sua vida. Dedicada à comunhão na família da fé, estava sempre presente para aprender e ensinar, talvez não tanto com preceitos, mas com exemplos, receber e dar, pôr a mão como pudesse e ajudar a levar avante o testemunho. Imagino rostos marejados de lágrimas de amigos/irmãos grangeados ao longo de anos e décadas de sã convivência na Igreja do Nazareno em Sal Rei.
E, na impossibilidade de estar presente, para sentir como vocês todos estão sentido, vai daqui para vós, da minha parte e da dos meus queridos, esta palavra de encorajamento e de estímulo à consolação e perseverança, pois a nossa esperança, em Cristo, é de um reencontro, no dia que o Senhor tem determinado.
Uma saudade muito grande aos meus dilectos primos e a todos os meus queridos na fé!
domingo, 15 de março de 2009
ANTIGO TESTAMENTO
Quem se proponha a estudar a doutrina bíblica da santidade no Antigo Testamento seguramente ver-se-á frustrado ocasionalmente. A maioria dos estudos sobre o tema deixam muito a desejar quanto à exegese. Muitos exponentes são piedosos, evangélicos e santos na doutrina, mas não possuem as ferramentas técnicas necessárias para a exegese bíblica, especialmente no que se refere a idiomas semíticos. Como resultado, muitas obras que bem poderiam servir como base doutrinal e material persuasivo, são débeis e até erróneas em sua exegése.
Por outro lado, os livros que tratam o tema da santidade no Antigo Testamento baseados em exegése, na sua maioria, carecem de solidez teológica. No geral, os seus autores são críticos ou eruditos liberais que não têm completa e total confiança na integridade e fidelidade das Escrituras. Muitos eruditos se têm deixado influenciar por pressuposições teológicas que os tornam indiferentes aos conceitos espirituais dos autores bíblicos.
1. A Santidade de Deus
A convicção de que Deus é santo e justo é uma das características mais distintivas do Antigo Testamento. Uma breve vista a uma concordância da Bíblia revela que nenhuma outra doutrina é tão importante como a santidade de Deus. Exemplo disso o oferecem as palavras santidade e santificação, as quais são usadas mais de 800 vezes.
Quais são as características distintivas da doutrina da santidade de Deus no Antigo Testamento? O estudante cuidadoso descobrirá prontamente que a santidade não é só um dos diferentes atributos de Deus, mas parte de sua natureza essencial. A santidade é a natureza essencial do Ser divino, da qual emanam os atributos de amor, justiça e misericórdia. Portanto, ninguém pode interessar-se por longo tempo no pensamento bíblico sem confrontar o desafio da santidade.
Tal reconhecimento constitui um apropriado remédio para a idéia contemporânea popular de que, se Deus ainda vive, está muito bem humanizado. Algumas pessoas concebem Deus como um ser mágico e bondoso de quem dispõem à vontade para as ajudar em suas tarefas ou para cumprir os seus desejos. Outros consideram Deus como um ser remoto, distante, demasiado afastado para responder às petições dos miseráveis e finitos seres humanos. Deformam o conceito de intercessão, crendo que a oração só muda o solicitante, não os resultados. Outros ainda, como os auto-nomeados conselheiros de Job, consideram a santidade de Deus tão austera e distante que se torna impossível a santidade no homem e, por isso, qualquer aspiração à mesma resulta presunçosa.
A santidade de Deus não só inclui esplendor e separação, como também justiça. É difícil para nós, depois de tantos séculos de tradição judaico-cristã, pensar em um Deus injusto. Não obstante, na história, inclusive os deuses dos pagãos mais avançados ou civilizados eram em geral seres amorais; a justiça não se relacionava com tais deuses. Este pensamento realça pelo contraste a insistência hebraica de que o Deus a quem eles adoravam é completamente justo. A Sua justiça manifesta-se na história do povo que, quando pecava, era rejeitado e disciplinado. Nem sequer a arca nem o lugar santíssimo escapavam quando o povo punha de lado a justiça. A Bíblia ensina que a santidade é mais importante que a sobrevivência; paradoxalmente, “o sistema” tinha que ser destruido no exílio a fim de salvá-lo por meio do remanescente.
Deus se revela a Si mesmo, não só em palavras, como também por feitos. As suas declarações foram muito claras: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Levítico 19:2). De igual modo, os seus actos também foram claros, como quando abandonou o seu povo no deserto por causa do pecado, convidando-o a O buscar fora do acampamento (Êxodo 32 – 34). A Jerusalém foi esclarecido que, ainda que era chamada a cidade santa, encontrava-se pecado nela, Deus repudiaria o templo, a cidade e seus habitantes aos quais traria a juizo (Isaías 4; Jeremias 7). A histórica Jerusalém foi destruída no ano 587-586 A.C. a fim de salvar a cidade santa.
A revelação da santidade de Deus faz uma clara exposição da pecaminosidade do homem. Só depois que Isaías viu “ao Senhor … alto e sublime” e ouviu que os serafins diziam: “Santo, santo, santo” (Isaías 6:1-4), reconheceu sua corrupção interna. O homem descrito em Romanos 7 reconheceu o seu estado pecaminoso só depois que se confrontou com a justiça da lei. Assim é que a santidade revela o que lhe é oposto: o pecado. Com frequência se diz, de modo geral, que no Antigo Testamento o pecado se refere mais à culpa colectiva e se limita a actos visíveis. Não obstante, há muita evidência de que também se refere à perversidade do coração. A afirmação anterior é demonstrada em Génesis, na passagem que relata o pesar de Deus por causa da “maldade dos homens”, que prevalecia na humanidade (6:16). Tal ideia se expressa com maior realce nos escritos proféticos, particularmente nos de Jeremias, que foi impressionado e oprimido pela perversidade crónica do homem, sua contínua tendência para o mal (Jeremias 3:23, 17, 21). Um estudo consciencioso dos termos “dureza de coração”, “maldade”, “perversidade” e outros sinónimos revelará uma fase muito importante da Teologia do Antigo Testamento; neste se reconhece que uma fonte de pecado produz os actos pecaminosos. O problema principal do homem, “um coração de pedra”, soluciona-se unicamente com a implantação de um “novo” coração (Ezequiel 36:25-27).
domingo, 8 de março de 2009
Uma perspectiva da vida
( Dr. Victor L. Torres, Jr.)
domingo, 22 de fevereiro de 2009
A SANTIDADE CRISTÃ
por George Allen Turner
Prefácio
A nossa era, em comparação com todas as anteriores, é menos tranquila, menos passiva. Não obstante, também se caracteriza pela introspecção, a busca de respostas. Muitos andam em busca de novo significado e valores. As Sagradas Escrituras todavia são-nos o guia mais seguro para a verdade e a realidade no que diz respeito a tais valores espirituais. A actualidade destas verdades bíblicas nunca antes foi tão óbvia e tão necessária como é hoje.
Estes ensaios sobre a doutrina da santidade bíblica, especialmente como a sustenta a tradição wesleyana, foram apresentados em diversas instituições. Neste livro são apresentados, essencialmente, como foram desenvolvidos em forma oral. A audiência constituíu-se quase sempre de estudantes universitários, estudantes graduados de cursos teológicos, e clérigos. Não obstante, os ensaios são apresentados em um estilo popular, sem muitos termos técnicos nem documentação. Estas mensagens não têm o propósito de reavaliar ou reextruturar as doutrinas bíblicas nem o pensamento wesleyano. Ao contrário, com elas só se deseja aclarar, explicar, as doutrinas básicas e fazer notar sua actualidade na segunda metade do século XX.
Sinto-me profundamente agradecido ao reitor e à faculdade do Serminário Teológico Nazareno, pelo convite que me fizeram para apresentar as conferências Gould sobre teologia bíblica. Bem assim, pelos convites semelhantes da Universidade Cristã Osaka, do Japão; da Universidade Teológica Holy Light, de Taiwan; dos seminários União Bíblica da Índia e Colômbia; do Instituto Bíblico do Sul da India; da faculdade do Instituto Metodista Livre de São Paulo, Brasil; e da Universidade Nazarena Trevecca, de Nashville, Tennessee.
Publicamos este livro pelo desejo de que um maior número de pessoas conheçam estas mensagens. Agradece-se , em tudo o que vale, aos editores o tornarem possível esta publicação. Espera-se que a palavra impressa seja tão bem recebida como o foi a apresentada oralmente. A chamada à vida de santidade não é só o maior dos privilégios, mas também um desafio que não se pode tomar de ânimo leve.
- George Allen Turner
Capítulo 1
A Mensagem de Santidade na Bíblia
A busca de uma vida de semelhança com Cristo, sobre a qual se faz muito finca-pé no Novo Testamento e só ocasionalmente em séculos subsequentes, particularmente sob o ministério de João e Carlos Wesley, é uma força em contínuo movimento. Contam-se por milhões os que crêem na necessidade da vida de santidade, alguns dos quais pertencem a igrejas de santidade, e outros a igrejas "populares". Neste estudo nos ocuparemos da mensagem wesleyana só no grau em que representa o que se relaciona com a revelação de Deus ao homem e só no grau em que representa o ensino do Novo Testamento.
A. Elementos Essenciais da Mensagem
Quais são os elementos essenciais desta mensagem neotestamentária de acordo com a interpretação de Wesley e de outros? Nestes estão incluídos:
1. A certeza do perdão dos pecados. Eis aqui o significativo da experiência de João Wesley em Aldersgate. Nesse lugar, pela primeira vez, obteve a certeza do perdão de seus pecados, de que Cristo era seu Salvador pessoal. Ainda que se havia distinguido como homem de profunda piedade e rectidão pessoal por muitos anos, nessa ocasião, segundo ele, pela primeira vez experimentou a certeza de sua relação com o Senhor.
2. O companheirismo dos “nascidos de novo”. A instituição que testificou da importância do companheirismo dos crentes foram as reuniões ou “classes” metodistas originais. Seguindo o modelo de companheirismo dos crentes de Herrnhut, Alemanha, os primeiros metodistas reuniam-se em grupos de 12 pessoas sob um dirigente para descobrir suas almas perante eles mesmos e diante de Deus. Este companheirismo constituíu o núcleo do povo chamado os metodistas.
3. O uso dos meios da graça. Wesley compartilhou o ponto de vista sobre este tema com muitas outras pessoas cuja experiência cristã reconheceu e de cujo companheirismo desfrutou. Wesley e seus seguidores insistiam em que os meios da graça não eram “obras da carne”, mas canais pelos quais a graça de Deus opera normalmente. Assim evitaram o que consideravam como a armadilha da anarquia ou antinomianismo, o engano de que a fé sem obras é suficiente.
4. O testemunho. Fez-se fincapé acerca do testemunho como nunca havia sido feito desde o primeiro século da era cristã. Os evangélicos do século XVIII testificaram nas casas, nas ruas, nas tendas, em toda a parte. Por isso Wesley disse: “O mundo é minha paróquia”.
5. A busca da santidade. Este foi o interesse primordial de Wesley, desde a idade de 25 até aos 38 anos, quando descobriu o caminho da fé; desde então converteu-se na principal testemunha e exponente da doutrina.
6. O amar a Deus sobre tudo. Que implica a santidade? Quando foi chamado a comparecer diante do bispo anglicano de Londres para fazer a defesa das suas “heresias”, Wesley declarou que ensinava principalmente o amor a Deus com todo o coração, alma e forças e o amar ao próximo como a si mesmo. Este ensinamento, concluíu Wesley correctamente, é aceitável a todos os homens. Quem pode objectar ao amor? Quiçá o hino que melhor descreve o génio do avivamento metodista seja o seguinte, o qual é incluído em quase todos os hinários evangélicos e é considerado um dos dez maiores hinos de todos os tempos.
Só sublime, amor divino,
Gozo, vem do céu a nós;
Firma em nós o teu lar humilde,
De fé dá-nos rico dom.
- Carlos Wesley
Lutero considerava Deus principalmente como juiz; Calvino, como governador; porém Wesley foi impressionado mais pelo amor de Deus. 2 Não foi presa de um sentimentalismo extremo graças ao seu alto conceito da santidade de Deus. Segundo Wesley, quem professava amar a Deus devia, ao mesmo tempo, viver rectamente. Com frequência afirmava que a santidade significa “possuir a mente de Cristo e andar como Ele andou”. Esta é a vida centrada em Cristo.
7. A vida de santidade como pureza doutrinal. Ainda que originalmente não se organizaram como um grupo teológico, os primeiros dirigentes metodistas preocupavam-se com a sã doutrina. Em ocasiões, os Wesleys tiveram que defender a fé, o que fizeram com admirável êxito. Uma das melhores evidências da capacidade apologética de Wesley encontra-se no seu discurso sobre “O pecado original”, dirigido a um influente contemporâneo seu que apoiava a posição de Pelágio.3
8. O serviço social era outro elemento da definição wesleyana da vida de santidade. Os membros do “Clube Santo” de Oxford, muito tempo antes de Aldersgate, preocuparam-se não só com assistir à igreja mas também com visitar cárceres, pregar nas ruas e ajudar aos pobres. Outra evidência de sua preocupação com o serviço social manifestou-se na organização das “reuniões de classes”, cujo dirigente tinha a responsabilidade de reunir oferendas para serem distribuídas entre os pobres.
Em uma de suas primeiras declarações de propósito, os metodistas expressaram que sua tarefa consistia em “reformar a nação e pregar a santidade em qualquer parte”. Não se recluíam nem se isolavam do mundo em busca de uma vida melhor; antes pelo contrário, eram práticos. Em certo sentido eram místicos, pois preocupavam-se primordialmente em agradar a Deus, porém, reconheciam que sua chamada também incluía o testemunhar por palavra e obra aos seus contemporâneos. Depois de dois séculos de história,torna-se óbvio que os primeiros metodistas “não andavam pelos ramos”, mas além de resgatar almas ao fogo, queriam também apagá-lo.4 Eles interessavam-se tanto na raiz dos males como nos frutos.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O LAR
A família é um barómetro que indica não somente o que está acontecendo actualmente no mundo, mas o que ele será amanhã e depois de amanhã.
Se o lar conseguir ser destruído, a nação também será destruída... Por isso, o diabo ataca.
O matrimónio é uma instituição divina. Deus o criou no Éden e Jesus o honrou nas bodas de Caná da Galileia.
DEIXARÁ O HOMEM PAI E MÃE
O casamento é uma relação concebida para ser vitalícia.
O casamento não é egoísta. O homem não desposa uma mulher para ser feliz, mas para a fazer feliz e vice-versa - 1 Coríntios 13.
O verdadeiro casamento, que é o fundamento do lar, significa a entrega total da esposa ao esposo e vice-versa.
A Bíblia, por isso, acautela: "Não vos prendais a um jugo desigual...". É que o casamento é a única relação permanente e duradoura da vida.















