"Abençoaste, Senhor, a tua terra; fizeste regressar os cativos de Jacob.
Perdoaste a iniquidade do teu povo; cobriste todos os seus pecados. Fizeste
cessar toda a tua indignação; desviaste-te do ardor da tua ira."
A terra é do Senhor. Ele a criou e a abençoou. Ela não é dos governantes. É de Deus: "Do senhor é a terra e a sua plenitude..." O escritor o diz, especificamente, da terra de Israel, mas, no sentido mais amplo, bíblico, toda a terra pertence ao Senhor. Ele a fez para ser bênção. Porque os homens a amaldiçoam, então? A arrogância, o egoísmo e a soberba fazem isso. O pecado humano põe a terra sob maldição. "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento o dono da sua manjedoura; mas ... o meu povo não entende."
Deus não deu a terra aos poderosos deste mundo; Ele a deu aos filhos dos homens, para mantimento, para bênção. Com que direito a usurpam e fazem dela uma maldição, fazendo Deus tornar-se contra ela? Vamos inverter as coisas.
Deus quer fazer regressar a bênção. Ele oferece perdão da iniquidade, cobertura para o pecado, cessação da indignação, com o regresso do seu povo. Ele manda: "consolai, consolai o meu povo ... bradai-lhe que já a sua malícia é acabada, que a sua iniquidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do Senhor por todos os seus pecados..."
Quando foi que os filhos dos homens receberam em dobro pelos seus pecados e sua malícia foi acabada e sua iniquidade expiada, para que possam ser consolados? No Calvário, na pessoa de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele é o Rei que governa com justiça. Ele reina entre aqueles que o reconhecem e naqueles que o coroam em seus corações: "santificai a Cristo como Senhor em vossos corações...". Deus bondosamente manda anunciar a bênção ao mundo, a coberto da cruz do Calvário. "Convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dos mortos, e em seu nome se pregasse o arrependimento e remissão dos pecados, em todas as nações ... E destas coisas sois vós testemunhas." No mundo em calamitosa situação económico-financeira e política, e confusa e indefinida cultura religiosa, não pensemos que a última palavra pertença aos poderosos usurpadores que destroem a terra. Pertence aos filhos dos homens que, se regressarem ao Senhor, abrem as comportas que determinam que as bondades do Senhor inundem a terra.
A nossa terra não pertence a quaisquer primeiro ministro ou ministros, presidentes ou secretários-gerais de partidos de direita, esquerda ou centro, maioritários ou minoritários... pertence a ti, cidadão anónimo que, "tornando-te", acobertado pelo sangue de Cristo, fazes com que torrentes da bondade e da misericórdia de Deus corram sobre todos, nacionais e internacionais. Porque a promessa é d'Aquele a quem a nossa terra, com todas as nações da terra, pertence.
Não é preciso permanecer sob a ira de Deus. A ira de Deus só permanece sobre aquele que não crê no Filho. Porque "quem tem o Filho tem a vida." Não tem a vida "quem não tem o Filho de Deus". E, se Deus "nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também, com ele, todas as coisas?"
"Abençoaste, Senhor, a tua terra, fizeste regressar os cativos do teu povo..."
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